A arte de ser feliz
Por
Desconhecido
“
Cerca de 90% das coisas em nossas vidas estão certas e cerca de 10% estão
erradas. Se quisermos ser felizes, tudo o que temos a fazer é nos concentrarmos
nas 90% que estão certas e ignorar as outras 10%. Se quisermos nos tornar amargos,
tudo o que temos a fazer é nos concentrarmos na porcentagem de coisas erradas,
ignorando as certas.” (Dale Carnegie)
Não há quem não saiba. Não há criança que não queira. E não há ser humano que
não deseje. Todas as pessoas, sem qualquer exceção, querem ser felizes.
As que já são, querem continuar neste estado de espírito; as que ainda não são,
lutam com todas as forças para atingir a felicidade, mesmo sem saber; e as que
já foram felizes, querem voltar a sê-lo.
A felicidade é a razão maior do ser humano. Maior que a fome, a sede, o sono
e maior até do que a morte. Todos estamos infinitamente empenhados em achar
a nossa pedra preciosa. Por isso garimpamos a vida inteira. Mas um dia a busca
chegará ao fim, e não precisa necessariamente ser no dia de nossa morte. Podemos
parar antes. Basta entendermos o que significa a palavra “suficiente”.
Em geral, as pessoas buscam algo que não sabem definir, mas que no fundo, em
qualquer língua, se escreve no coração e se lê nos olhos. Os olhos dizem se
o coração achou ou não a felicidade. O comportamento também.
Há um brilho diferente no ser da pessoa feliz. É um ser humano adjetivado. Tem
aquele “algo mais”, típico de quem se sente pessoa e não coisa. Há uma sensação
de suficiente, bastante, “satis”. Daí, a palavra “satis- feita”.
Ao contrário, a pessoa infeliz é carente demais. E, cada vez que consegue alguns
momentos de felicidade, insiste em dizer e se convencer de que não é aquilo
que a faz feliz. Quer mais. Quer tudo. Passa do relativo e nunca está satisfeita.
Inventa problemas à medida que os resolve. Não entende de "suficiente", bastante,
tanto quanto. Acha a vida injusta. Tem sempre menos felicidade que gostaria,
machuca-se e machuca os outros porque nada está bom. Passa a impressão de estar
sempre a procura de diamantes, onde o filão é de prata. Sabe apenas que não
quer aquilo que satisfaz os outros.
Quer algo diferente. Com tanta exigência, acaba não encontrando nem o normal.
Garimpeiros da felicidade, vivemos em busca desta pedra. Muitos a encontram,
mas não se satisfazem. Pedra alguma é preciosa o suficiente para o tamanho da
sorte e da felicidade que desejam. E desperdiçam a que já possuíam. A felicidade
não é por aí.
Chega um dia em que temos de nos decidir pelo suficiente e dizer a nós mesmos
com convicção: Daqui por diante serei feliz, mesmo se os outros acham coisa
melhor do que eu. O que achei é um bom começo. Não fracassei. É preciso tomar
esta atitude, senão a felicidade nunca se fará presente em nossa vida. A felicidade
existe. Mas é a única experiência em que o pouco já é tudo.
Se a desperdiçarmos por nos parecer insignificante, jamais a teremos na totalidade.
De tanto querer mais, acabamos querendo demais. Nesta ânsia, o resultado é certamente
uma vida infeliz.
A pessoa feliz é bem menos ansiosa, mas nem por isso, é acomodada.
“A GRANDE SABEDORIA É DESCOBRIR O SUFICIENTE”
Autor desconhecido.
Texto divulgado livremente através da internet
Publicado em 15/05/2004
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