Relações com o cliente
Por
Rosane Severo
Muitas companhias ainda não possuem uma idéia clara de quem são seus clientes,
tornando muito difícil uma definição concreta de seus objetivos. Graças à tecnologia
digital da informação e à Internet, agora é possível conhecer melhor os clientes
e, em vez de vender para mercados, vender para clientes individualmente. Cada
vez mais, empresas abandonam a busca de maior participação no mercado, em busca
de maior participação no cliente. E, em vez de oferecer descontos para aumentar
suas receitas, criam vínculos mais fortes com os clientes, desenvolvendo a fidelidade
desses clientes para aumentar sua lucratividade.
Não importa como chamamos essa nova forma de concorrer no mercado, que agora
está nos planos de negócio da maioria das empresas, pois a idéia principal é
desenvolver e gerenciar relações individuais com cada cliente. Essa relação
será construída, naturalmente, a partir de uma série contínua de interações
entre empresa e cliente e baseada em colaboração mútua. Cada relação é diferente
e inerentemente singular a seus participantes individuais e em vez de trabalhar
com amostras do mercado de clientes potenciais para determinar as necessidades
do cliente-médio, as empresas precisam hoje se preocupar com um cliente de cada
vez.
Utilizando a tecnologia, a interatividade e a personalização, empresas de qualquer
porte poderão estabelecer uma relação mais próxima com seus clientes. Por via
de regra, adquirir um bom programa de CRM (Customer Relationship Management)
e iniciar a aplicação de estratégias de marketing de fidelização será meio caminho
andado para uma empresa que deseja acompanhar os novos tempos. Mas, a transformação
em uma empresa focada no cliente, e que interaja individualmente com cada um,
não ocorre com um simples clique do mouse. Trata-se de um processo delicado,
pois é necessário entender as soluções de CRM de uma maneira globalizada no
contexto de cada negócio, ao invés de apenas tratá-las como um departamento
de interface com o cliente. São necessários objetivos claros e implementação
de estratégias de avaliação para medir a eficiência alcançada.
O mais importante será sempre o elemento humano, pois esse processo implicará
em administrar expectativas e provocar mudanças já incorporadas à gestão da
empresa e à relação que ela mantém com seus clientes. Em seu livro "Loyalty
Marketing, The Second Act" (" Marketing de Fidelidade, Segundo Ato"), Brian
Woolf (presidente do Retail Strategy Center) ressalta que é relativamente fácil
coletar dados dos clientes, mas converter dados utilizáveis em uma estratégia
focada no cliente é muito mais complicado.
Sabemos que o crescente avanço tecnológico permite responder confortavelmente
à pergunta "como fazer?" mas ainda pairam muitas dúvidas sobre "o que fazer
com a tecnologia disponível?". A resposta para este desafio implica em redefinição
de cultura e quebra de paradigmas. Esses movimentos, dentro da maioria das empresas,
relutam em acompanhar o avanço das ferramentas disponibilizadas. Mas, todas
as companhias necessitam achar o melhor modo de utilizar a tecnologia de informação
e a Internet, como ferramentas fundamentais na aquisição de vantagem competitiva
no cenário econômico atual.
Rosane
Severo, Publicitária, pós-graduada em marketing e especializada em
webmarketing. Possui mais de 12 anos de experiência na coordenação e direção
de produção de projetos audiovisuais (filmes e vídeos) no Rio Grande do
Sul e Rio de Janeiro. Participou da criação, planejamento e atuou também
na coordenação do desenvolvimento de diversos projetos de marketing direto
nas áreas de: negócios, moda, cultura, esporte, saúde, educação e desenvolvimento
comunitário. Hoje, além dos artigos que escreve para a grande rede, atua
também como consultora de Marketing Estratégico, Analista de Negócios,
Editora de Conteúdo e Coordenadora de Projetos Internet.
www.rgsevero.com.br
- rosane@rgsevero.com.br
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